Depois de quase nove anos parei um mês para voltar e dar uma olhada em tudo que tangia a história que comecei a escrever como passatempo nas aulas vagas da 7ª Série. A primeira coisa foi tentar fazer uma localização cronológica de cada uma das histórias que acabaram surgindo à partir da original. Eis o resultado:
De verdade mesmo, só 30% dessas histórias estão escritas ou documentadas de uma maneira sólida, mas todas que ali estão já têm começo, meio e fim determinados. Talvez a exceção seja a última história do quadro azul marinho já que ele contém as campanhas de RPG que podem terminar de maneiras diversas.
Larissa, Avatar da Esperança
A primeira história foi a "As Dez Estrelas" e um dos primeiros personagens que não faziam parte do grupo de protagonistas a ser criada foi Larissa. E a personagem que inicialmente serviria como um mero guia onipresente, anunciando os objetivos e tendo um papel inspirador extremamente raso tornou-se uma das figuras mais complexas e importantes das tramas. Assim como não existe vilão que simplesmente é mau porque nasceu mau e tem como hobby ser mau, por que deveria existir alguém que simplesmente é bom e representa o bem e as coisas certas? Fato é que Larissa foi criada simplesmente para fazer contraponto ao Avatar do Destino. E diferente dele, ela não teve uma história passada como a que fez com que o Avatar do Destino se tornasse um legítimo vilão. Então, apesar de suas ações estarem voltadas para o bem dos protagonistas em geral, a sua motivação, a sua essência na verdade era apenas a de fazer o contrário do que o Avatar do Destino Ethim propunha. Foi só quando seu pupilo mais valoroso lhe indagou "Se Ethim fosse bondoso, estaríamos lutando contra você?" que ela percebeu que ninguém deve existir para simplesmente contrapor outro. O equilíbrio do Universo é único e inabalável, mas será que não existia outra maneira de Larissa contrapor Ethim que não simplesmente fazer o contrário do que ele fazia? Após a derrota de Ethim, Larissa abdicou de seu cargo de Avatar da Esperança e simplesmente sumiu ante todos que a conheciam. Alguns dizem que ela deixou de existir já que sua vida não tinha mais sentido. Mas a verdade é muito diferente. Finalmente livre de sua missão inata, Larissa observa e se maravilha com os humanos e suas vidas tão diversas e intensas, aprendendo o que é realmente existir e ser propriamente você e não apenas ser um ícone.
Há uns quatro anos quando pesquisava alguns artistas de j-pop, acabei encontrando um grupo recém formado que era para ser uma espécie de versão infantil de Morning Musume (carro chefe do Hello!Project), o Berryz Kobo, que tinha sido criado com oito das quinze crianças escolhidas em uma mega seleção em 2002. Mas apesar dos membros terem de 11 a 13 anos, as músicas tinham letras mais maduras. Eu realmente não entendia qual era o público alvo naquela época e não gostei de nenhuma das músicas que baixei, então deixei pra lá. Recentemente, quando estava buscando sobre a música Dshinghis Khan (Genghis Kahn) do grupo russo de mesmo nome, música essa que fez enorme sucesso no começo dos anos 80, descobri que aquele grupo, agora com seus 15 a 17 anos, tinha gravado um cover dessa música e resolvi dar uma olhada. Aliás, tem um cover brasileiro dessa música também, já vi passar no GNT uma vez, mas não me recordo do nome do grupo. Gostei. O grupo mudou muito, as vozes melhoraram muito e não parece mais algo artificial como era anteriormente. Resolvi então dar uma olhada nos pv (promotional video) dos singles mais recentes delas e até que estão bem interessantes, deixando de lado aquela coisa de tentar se passar por mais madura e também abrindo mão de um sex appeal forçado em favor de uma coisa mais autêntica e artística. Que evolução.
Genghis Kahn por Berryz Kobo
Mais tarde descobri que isso aconteceu porque as sete outras selecionadas lá atrás em 2002 formaram um grupo também, o qual seguiria a linha que o Berryz Kobo tinha no começo. Esse novo grupo, ºC-ute possui letras e coreografias muito mais maduras, mesmo tendo a mesma idade média do Berryz. E qual o grupo que agora possui mais fãs? ºC-ute, é claro. Se lá atrás eu não entendia qual era o público alvo desses projetos, hoje eu já li bastante sobre a cultura pop do Japão, o suficiente para entender porque eles preferem esse tipo de grupo. Se por um lado fico feliz que o Berryz não tenha mais que ser apelativo e possa ser algo honesto, tenho certa pena dos membros do ºC-ute que para se lançarem tiveram que recorrer a esse tipo de fanbase. Claro que minha crítica sobre os wotas (idol otaku) e a depravação dessa parcela enorme do povo jovem japonês não terá qualquer efeito maior. Afinal, perturbadores ou não, eles dão muito dinheiro. Tsugunaga Momoko é uma das crianças selecionadas em 2002 e que foi escolhida para compor o Berryz Kobo. É uma das vocalistas principais e faz parte de outras unidades internas do Hello!Project. Não escolhi falar dela por ser fã ou tê-la como ídolo, até porque não acho que eu tenha qualquer ídolo de verdade. Quando comecei a ver os pvs e ler um pouco sobre o grupo, vi que ela era a que mais aparecia em shows de televisão e internet. Além disso, aos 17 anos já tinha lançado uns 2 dvds de Junior idol e mais tantos ensaios de photobook. Minha primeira reação foi pensar que ela era alguém que ansiava por atenção do público ou que gostava de se expor dessa maneira. Admito que no preconceito comecei a achar ela vazia e baixa. Além disso, o comportamento dela nos pvs era sempre muito infantil, sendo que sua voz chegava a ser insuportável já que ela tentava ao máximo imitar o tom que possuía seis anos atrás. Passou-se um tempo e entre um comentário e outro no youtube li que a Momoko era a menos favorecida de todas lá. Seu pai perdera muita coisa na crise dos anos 90 no Japão e nunca tinha recuperado plenamente as finanças da casa. A fonte de renda da família, que incluí a mãe e um irmão menor, é puramente o trabalho da Momo. Eu que sempre discuto personagens e coisas afins, não tinha entendido que aquela Momoko que aparecia nos pvs e shows de tv era um mero personagem. Uma persona que ela não pode parar de fazer, já que é isso que os wotas querem e é por ele que eles vão pagar. Dentro do Hello!Project, ela é mal vista por muitas veteranas pois elas sabem que Momo entende bem o universo das Idols e que agindo do jeito que ela faz, pouco a pouco conquista os fãs delas. Mas mesmo quando é mal tratada, ela incorpora sua personagem e sorri pras câmeras, fazendo-se de desentendida. Muitas vezes ela age de maneira diferente das mais também, mas não necessariamente incorporando esse personagem, como quando em um evento em que os vencedores ganhavam pratos de comida japonesa caros, todas que recebiam o prêmio degustavam do mesmo sozinhas. Momoko ganhou então algo que nunca tinha provado e sua primeira reação foi repartir com as amigas do Berryz. Depois disso todos começaram a repartir.
Momo sendo destratada. Mesmo que com um tom de humor, percebe-se um tom real por trás.
Com que idade ela teve que começar a ser outra pessoa para garantir o sustento da família? Muita gente crítica ela por agir assim, mas em verdade, poucas lá sabem o que é passar aperto financeiro. Uma das veteranas uma vez disse para suas companheiras “Tsugunaga-san é um gênio em ser Idol e vocês têm muito que aprender com ela”. É verdade, ela realmente é um gênio em angariar o apreço de muitas pessoas, dentre essas, fãs que aqui no ocidente seriam considerados bizarros e doentes. Mas e a Momoko de verdade, será que é isso que a faz feliz também?
This entry will be in English as I will port it to an image board later on.
Sometime on August, 2007, a comic strip was posted on the Video Game board of 4chan. It depicted an young man and a drawn dog visiting the first’s bedroom. The dog, we would later find out to be his now deceased dog. It was a homage comic where the author, Christian, said that the dog could now live forever on in his comics.
What got everyone’s attention was the bedroom itself. It was crowded, CROWDED with video games, trading card games, posters, lego, stickers and many other items from anime and games franchises. Chris stated that he was a 26 years old Highly Functioning Autistic, which lead us to understanding that his parents just gave him whatever he wanted.
We were then introduced to his master creation, Sonichu. A yellow Sonic recolor with Pikachu traits, Sonichu was the star of his comics and had been even copyrighted on 2002. The comics we were shown revolved around Sonichu saving his girlfriend from an evil witch named Mary Lee Walsh. It was bizarre, but then again, for an autistic, it was pretty good.
Two months later, people started making fan art out of Sonichu and sending to Chris, which lead him to believe that he had now a fan base for his comics. Even though people read them for the wrong reason, it was somewhat a fan base indeed.
Then, we reached a turning point. People decided that messing with him would be fun. I myself, at that point, though that messing with an autistic man, was just plain wrong. And since many people thought this too, Chris was forgotten and the attempts to upset him were dropped altogether.
Six months later, someone that lived near him took real photos of his weekend activities, play Yu Gi Oh at a local kid store, and posted on the Internet. This fanned the almost extinct flame of Chris’s existence. People were believed to soon drop it again, but then, we reached another turning point.
A blog entry from 2005 was found. In it, a 18 years old girl commented on how a creepy guy would loiter around the mall wearing a yellow sonic-like medallion in public. He would just walk around for hours and leave. She says that he started stalking her and after a few times she called the security, which banned him from that mall.
It wasn’t fake, it wasn’t forged. That one post made everyone understand his comics way better. Sonichu’s enemy, Mary Lee Walsh was the dean of a community University from Virginia.
There, in real life, Chris exposed a gigantic banner saying “I’m a 26 years old adult male seeking a boyfriend-free girl to be my sweetheart”. Seeing this Mary Lee Walsh banned him from the University for a whole year and thus, became the main villain on his comics. Her minions, the Jerkops, were now identified as well. The Jerk Cops are the securities that suspected and acted against him on malls and arrested him on a few occasions.
Also, someone found his myspace dating account, which showed that he was extreme homophobic and racist. The description of the kind of woman he is looking for goes like this: “Boyfriend-free 18-25 girl, NON-black, NON-brown, smoke and alcohol-free with no traces of autism or any other disability”.
These new information made a lot of people stop pitting on him. But still, he was autistic, one could easily understand that sometimes he would misbehave in public or that the inclusion of real life events on comics was his way to deal with his problems. The racism, though, cannot be justified by autism. Or can it? He later stated that God told him on a dream that he is to have a WHITE daughter. I can’t really argue that he didn’t actually dreamt that.
Another peace time came and no real updates happened for a while. Then, starting last July, Chris never stopped being a major subject.
First, people threw a few pranks on him, like making a copy of his Sonichu medallion and claiming on the internet that they had stolen it. Then someone ACTUALLY went to copyright his character as his own, later sending him a picture of the copyright. That person dropped the copyright altogether a week later. Another few pranks like fake Nintendo letters telling that his character could not be copyrighted for infringing laws and fake dates happened. But they were just pranks and people were starting to feel bad for him again.
Then it happened. On September 16, 2008, his email account was hacked. And the person we once thought to be an innocent, autistic victim of the events, turned out to be one dark psycho man.
His parents, ages 63 and 80 treat him like a child and provide him with loads of money every week. This money is used to buy lots and lots of stuff I don’t even want to mention here.
He stalks girls that, in his mind, are his girlfriends. And when someone else approaches them, he actually advance against them, tackling and yelling curses.
He’s so delusional that he almost raped a girl that tried to seriously become his friend so that he would not be all alone. And in his mind, that was a gesture of affection.
Of course hacking into an email account and exposing things like this is just foul and wrong. But it made people realize who they were dealing with. He went from funny autistic comic designer to delusional circumstance-victim psycho stalker. I, for one, feel sad for him. I do not pity him, because even for an autistic, if he can go as far as designing web pages and long comics, many things he did were just wrong. But who’s really to blame? His parents that had him so late in life? The lack of social support that clearly happened? Or his enormous ego and stubbornness, which I can’t really judge because of his autism.
As of now, no one knows where this will end. It’d be better for him just to leave the Internet and seek professional help, but that’s very unlikely to happen.
Turma da Mônica Jovem foi finalmente lançado para o público. Será que é uma simples jogada de marketing do Souza ou uma criação honesta?
Desenho A primeira coisa que se nota quando se começa a ler o mangá é a de que o estúdio que o produziu é o mesmo dos gibis de tantas décadas. isso já tinha sido notado pelos scans da edição 0 que não foi às bancas, mas quando você pega de perto, realmente fica difícil de distanciar o que se vê de um gibi. O traço está em geral mais fino e refinado. Porém, tem dois pontos em que exageraram um pouco. Primeiro, a aplicação de retículas. As retículas de padrão e sombreamento são muito usadas nos mangás japoneses, então é entendível que tenham usado-as aqui. Porém, fica também bem evidente uma certa falta de experiência com as mesmas, tendo algumas cenas com aplicação excessiva e outras com um sombreamento meio estranho, com a escolha de retícula errada. Segundo, o uso das expressões clássicas de mangá. Não estou reclamando da presença delas, mas sim novamente da falta de experiência da aplicação delas. Muitas vezes elas tomam uma parte pequena de um quadrinho grande dedicado inteiramente a ela, dando uma sensação meio estranha.
Personagens Apesar da Turma da Mônica em geral ter sete anos de idade, eles tinham diálogos bem mais maduros do que os das crianças dessa idade. Talvez por isso, não se sinta muita diferença com a relação dos personagens entre si. Até agora, quase todos tiveram uma releitura muito boa. No primeiro volume temos a reapresentação, além do quarteto e de seus pais, do Louco, Anjinho (Céuboy), Franjinha (Franja), Capitão Feio (Poeira Negra) e da Marina, que aparece em apenas um quadrinho gritando "façam fan art de mim". Os personagens novos, bem, ainda preciso entender o teor, a linha que o mangá irá seguir para julgar.
História A primeira metade do mangá é uma versão mais longa e detalhada do volume 0, explicando como eles estão nos dias de hoje. Uma cena em especial me fez rir. Magali: Mônica, lembra quando tínhamos sete anos? Mônica: Sim, a gente fazia sete anos todo ano. A segunda metade, bem, não vou spoilar, mas é uma aplicação de um dos maiores clichês em histórias de mangás, presente em vários jrpgs também. O tom é de uma mistura de comédia e os personagens parecem estar sempre muito conscientes de que estão em uma espécie de clichêfest. A "fourth wall" é quebrada várias vezes como o senhor Cebola dizendo: É uma longa história... mas ah, isso é mangá, então dá pra contar, ou Magali "Isso é CG?".
Concluindo Ainda é cedo para julgar. Se o mangá for seguir a linha mais cômica, com piadas quasi-nerds e esse alto nível de consciência de que estão em um mangá clichezado, pode ser que seja interessante. Até porque se a proposta era fazer algo realmente sério, acho que essa primeira edição errou enormemente. Dou três de cinco GOLENS DE POEIRA